Anais Nin


suas palavras falam por mim

“Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela.”

“Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela.”

O ímpeto de crescer e viver intensamente,
foi tão forte em mim, que não consegui resistir a ele.
Enfrentei meus sentimentos.
A vida não é racional!
É louca e cheia de mágoa.
Mas não quero viver comigo mesma.
Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal.
Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos,
beber um Benedictine ardente.
Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas.
Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela.
Eu estava esperando.
Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro.
Todo o resto foi uma preparação.
A verdade é que sou inconstante,
com estímulos sensuais em muitas direções.
Fiquei docemente adormecida por alguns séculos,
e entrei em erupção sem avisar.

Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária.
A estabelecer relações ordinárias.Necessito o êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma.

O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho

eu amo Anais Nin!♥♥♥

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Published in: on novembro 24, 2009 at 11:28 pm  Comments (3)  
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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Eu gosto muito dos livros da Anais Nin, mas ás vezes as palavras dela me pertubam. Talvez seja porque pra mim no fundo seja tudo verdade, e tudo caiba bem a minha realidade, ou fantasia.
    É estranho, um dia eu li em algum lugar que os melhores livros são os que te pertubam, te incomodam. Talvez seja isso.

  2. Anaïs é demais… Queria recomendar um outro livro com suas reflexões sobre vida, mulher, erotismo, relação a dois, além de viagens, músicas e filmes. O livro é “Em busca de um homem sensível”. Se ainda não leu, recomendo. Quando a li pela primeira vez, senti que não estava sozinha na minha forma de pensar. Ainda bem que existiu essa mulher que foi a voz das mulheres oprimidas existencialmente e sexualmente.

    grande abraço!!


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